[EVENTO ONLINE] Experimentações do Patrimônio: Diversidades e Resistências

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[EVENTO ONLINE] Experimentações do Patrimônio: Diversidades e Resistências

O evento “Experimentações do Patrimônio: diversidades e resistências” resulta da proposta de publicação da Série Experimentações, criada em 2015, por um grupo de historiadores vinculados à Associação Nacional de História – RS (ANPUH), com atuação no campo do patrimônio cultural. A série que se encontra em seu terceiro volume, tem articulado em seus cinco anos de existência, uma rede de cooperação acadêmica formada por pesquisadores nacionais e internacionais, bem como profissionais das mais variadas áreas das ciências humanas e de patrimônio.

Nesse sentido tem colaborando para os debates recentes vinculados ao campo do patrimônio e a sua gestão, desde um enfoque interdisciplinar e social. A proposta do evento contempla, portanto, o lançamento da nova edição, que neste ano, se centra em experiências relacionadas à diversidade de patrimônios e processos de patrimonialização associados às resistências em seu amplo espectro (políticos, de gênero, étnico-raciais, instituições, movimentos sociais, etc).

A fim de potencializar as discussões contempladas na obra, propõe conjuntamente, a realização de sessões de “lives” com os/as autores/as convidados/as do Brasil, Argentina, Colômbia e Portugal versando sobre as relações entre, “patrimônio e resistência”. O objetivo é constituir aportes e gerar alternativas para os enfrentamentos e desafios colocados ao campo, e, atualmente, agudizados pelo contexto político mundial e pela pandemia, requerendo, portanto, o estabelecimento de parcerias entre diferentes espaços culturais e de memória, e a divulgação de iniciativas e estudos em curso, nos países representados.

Todas as sessões são gratuitas e podem ser assistidas em nosso canal do YouTube. Acesse https://www.youtube.com/CHCSantaCasa.

Caso queira receber certificado do evento, é necessário efetuar a inscrição clicando aqui.

Confira a programação completa:

 

Dia 31/03: das 15h30 às 17h40

Abertura: Véra Barroso (apresenta o coletivo de organizadores)

Mediadora: Hilda Jaqueline Fraga

Sessão 1 – PATRIMÔNIO, GÊNERO E QUESTÕES ÉTNICO-RACIAIS

Uma exposição em Nuances
Aborda o tema da diversidade sexual na Museologia, a partir da exposição “De Stonewall ao nuances: 50 anos de ação” (2020), mostra assinada pelo Nuances – grupo pela livre expressão sexual e o curso de Museologia da UFRGS.

Marlise Giovanaz. Graduada e mestre em História pela UFRGS, é professora do Departamento de Ciências da Informação/FABICO/UFRGS. Tem trabalhado nas temáticas de memória e patrimônio cultural. Porto Alegre/Brasil

Ana Carolina Gelmini de Faria. Museóloga (UNIRIO), mestre e doutora em Educação (UFRGS). É docente do Curso de Museologia e do Programa de Pós-Graduação em Museologia e Patrimônio da Universidade Federal do RS. Porto Alegre/Brasil

 

Descolonizando representações indígenas nos museus brasileiros: um desafio possível
Foca experiências recentes de ações colaborativas em museus e que produziram exposições com potencial para romper com representações depreciativas e com a invisibilidade indígena.

Roberta Madeira de Melo. Licenciada em História e mestre em Educação na UFRGS. É doutoranda em Educação no Programa de Pós-Graduação em Educação na mesma universidade. Pesquisa sobre representações e imaginários de povos indígenas nos museus. Porto Alegre/Brasil

Maria Aparecida Bergamaschi. Professora Associada no PPG em Educação e na Faculdade de Educação da UFRGS. É líder do Grupo de Pesquisa Peabiru: educação ameríndia e interculturalidade (CNPq) e integra o Grupo de Trabalho CLACSO “Educación e interculturalidad”. Porto Alegre/Brasil

 

Samba rock e bailes negros: patrimônio cultural imaterial e memória paulistana
Trata da patrimonialização do samba rock em São Paulo, a partir do seu registro como patrimônio imaterial, situando-o no contexto dos desafios da identificação e proteção do patrimônio afro-brasileiro.

Igor Santos Valvassori. Graduado e mestre em Geografia Humana pela USP (2018). Pesquisa temas ligados à população afro-brasileira no contexto da dinâmica das cidades. São Paulo/Brasil

Simone Scifoni. Geógrafa, doutora em Geografia pela Universidade de São Paulo, onde é professora do Departamento de Geografia da USP. É vice-diretora do Centro de Preservação Cultural (CPC/USP) vinculado à Pró-reitoria de Cultura e Extensão da USP. São Paulo/Brasil

 

A mediação e o patrimônio cultural imaterial: algumas cenas e circuitos contemporâneos
Aborda os aspectos da formação do profissional de comunicação frente ao patrimônio cultural: o mapeamento e a preparação para a entrevista, os registros audiovisuais, as plataformas digitais e o acesso.

José Roberto Severino. Professor associado da Universidade Federal da Bahia. É pesquisador do Centro de Estudos multidisciplinares em Cultura e membro da Cátedra UNESCO de Políticas Culturais e Gestão da Fundação Casa de Rui Barbosa. Salvador/Brasil

 

DEBATE

Dia 07/04: das 15h30 às 17h30

Mediadora: Véra Barroso

Sessão 2 – PATRIMÔNIO E DITADURA

Usos do passado e combates pela memória, pela história e pela democracia: Museu do Aljube Resistência e Liberdade – construção de um “lugar de memória democrática”
Apresenta o Museu do Aljube Resistência e Liberdade, como lugar de memória democrática que confronta os mitos e a memória social dominante com as memórias individuais de ex-resistentes à ditadura fascista de Oliveira Salazar.

Luis Farinha. Doutor em História Contemporânea (Universidade Nova de Lisboa). É Investigador do Instituto de História Contemporânea (FCSH-UNL), membro da Comissão Instaladora do Museu do Aljube e seu Diretor de 2015 a 2020. Lisboa/Portugal

 

Memória e ausência nas paredes das cidades
Trata de questões levantadas pelas paredes de duas cidades portuguesas: Almada e Beja. Foca os encontros, registrados em imagens, para surpreender as dinâmicas da memória e do esquecimento, da presença e da ausência.

Maria Alice Samara. Nascida em Lisboa em abril de 1974, é doutora em História Institucional e Política Contemporânea pela Universidade Nova de Lisboa e investigadora do Instituto de História Contemporânea (FCSH/UNL). Lisboa/Portugal

 

Análise de livros de visita do memorial da resistência de São Paulo e os confrontos entre memórias da ditadura
Apresenta o cruzamento entre a história da concepção do Memorial da Resistência de São Paulo e a compreensão, pelo público, dos impactos das atuais disputas de memória sobre o tema da ditadura.

Julia Cerqueira Gumieri. Graduada e mestre em História. Entre 2013 e 2014 foi membro da Comissão da Verdade da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP). Trabalha como pesquisadora do Memorial da Resistência de São Paulo. São Paulo/Brasil

DEBATE

Dia 14/04: das 15h30 às 17h30

Mediadora: Claudira do Socorro Cirino Cardoso

Sessão 3 – PATRIMÔNIO E MOVIMENTOS SOCIAIS (INCLUSÃO, EXCLUSÃO, RESISTÊNCIAS)

A experiência da Brasilândia e Freguesia Do Ó (SP) como estratégia de mobilização social na preservação do patrimônio cultural
Aborda a Educação Patrimonial como uma experiência de mobilização social pela preservação do patrimônio cultural, articulada ao desenvolvimento das políticas de patrimônio, seus avanços e desafios futuros.

Alberto Luiz dos Santos. Doutor em Geografia (USP) desenvolve a pesquisa: “Patrimônio Cultural e Cidade: relações entre o samba e o futebol de várzea em São Paulo (SP)”. É membro de projetos de Educação Patrimonial. São Paulo/Brasil

Mariana Kimie da Silva Nito. Arquiteta, mestre em Preservação do Patrimônio Cultural, doutoranda na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (USP). É conselheira da Rede Paulista de Educação Patrimonial e da Comissão de Proteção à Paisagem Urbana da Prefeitura de São Paulo. São Paulo/Brasil

 

Al margen del patrimonio y la ciudadanía cultural: apuntes iniciales desde la experiencia campesina en Colombia (palestra em espanhol)
Exclusiones y retos en torno al reconocimiento de la identidad, la ciudadanía cultural y los esquemas de patrimonio de las comunidades campesinas en Colombia, basado en un trabajo de organizaciones en diversas regiones.

Hernán Camilo Montenegro Lancheros. Antropólogo, Maestro en Desarrollo Territorial Rural y Especialista en Epistemologías del Sur, CLACSO. É integrante de la ReCA PCI LAC y del GrupLAC Interculturalidad, Estado y Sociedad (COLCIENCIAS). Quito/Equador

 

Patrimônio cultural, direito à moradia e direitos humanos: por uma ética da reparação nas estratégias patrimoniais
Analisa a Ocupação Lanceiros Negros e sua possibilidade de patrimonialização, como “antimonumento” de Porto Alegre, lembrando a ausência do Estado em garantir moradia digna a seus cidadãos.

Jeniffer Cuty. Arquiteta e urbanista, especialista em Direitos Humanos, mestre e doutora em Planejamento Urbano. É professora Adjunta IV no Departamento de Ciências da Informação da Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação da UFRGS. Porto Alegre/Brasil

Letícia Turcato Heinzelmann. Como jornalista atuou em diversos veículos de imprensa, sendo editora de Brasil do portal Terra, e assessorias de Comunicação e Gestão de Crise, nos setores de Saúde e Política. Atualmente, cursa Museologia na UFRGS. Porto Alegre/Brasil

 

DEBATE

Dia 28/04: das 15h30 às 17h30

Mediador: Éverton Reis Quevedo

Sessão 4 – PATRIMÔNIO DA DOR

A patrimonialização de memórias do sofrimento: o caso da Boate Kiss em Santa Maria/RS
Trata de uma tipologia de patrimônio não convencional, ligada à dor e ao sofrimento, tomando por estudo de caso a patrimonialização da memória da tragédia de Santa Maria/RS, no prédio da Boate Kiss, em 2013.

Juliane Conceição Primon Serres. Historiadora, professora Associada na Universidade Federal de Pelotas. Coordena o PPG em Memória Social e Patrimônio Cultural e o Núcleo de Estudos sobre Memória e Patrimônio em Lugares de Sofrimento (NEMPLuS). Pelotas/Brasil

Dani Marin Amparo Rangel. Museóloga, mestranda no Programa de Pós-Graduação em Memória Social e Patrimônio Cultural (UFPel); bolsista CAPES. Integra o Núcleo de Estudos sobre Memória e Patrimônio em Lugares de Sofrimento (NEMPLuS). Pelotas/Brasil

 

Pensamentos, reflexões e percepções acerca da morte
Trata de percepções da morte e da importância da especialidade conhecida como paliativismo, que cuida do paciente e dos seus familiares, desde o diagnóstico de uma doença incurável até o seu desenlace.

José Pio Rodrigues Furtado. Médico, cirurgião oncológico. É preceptor da Residência em Cirurgia Oncológica do Hospital Santa Rita/Centro de Câncer da Santa Casa de Porto Alegre e da Residência em Cirurgia do Trauma do Hospital Cristo Redentor/GHC. Porto Alegre/Brasil

 

Contando uma história difícil: patrimônio prisional, arte e representação
Aborda o patrimônio prisional e suas implicações no tempo presente.

Viviane Borges. Graduada em História (FAPA), mestre e doutora em História (UFRGS). É professora da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), no curso de graduação em História e no PPG em História e no Mestrado Profissional em Ensino de História. Florianópolis/Brasil

Maurício Barros de Castro. Doutor em História (USP) e pós-doutor na Universidade da Califórnia. É professor adjunto do Instituto de Artes e dos PPGs em Artes e em História da Arte na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Rio de Janeiro/Brasil

Myrian Sepúlveda dos Santos. Bacharel em História, mestre e doutora em Sociologia. É professora titular da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e coordena o grupo de pesquisa “Arte, Cultura e Poder”. Rio de Janeiro/Brasil

 

DEBATE

Dia 05/05: das 15h30 às 17h40

Mediadora: Véra Barroso (todos os organizadores aparecem na tela)

Sessão 5 – PATRIMÔNIO CULTURAL: RESISTÊNCIAS, INCLUSÃO E ACESSIBILIDADE

O plano museológico como instrumento de partilha e inclusão: o caminho se faz ao andar
Trata da elaboração do plano museológico como uma ferramenta essencial e integrada às ações de pesquisa, preservação e comunicação e não somente uma técnica de melhoria da gestão.

Maria Célia Teixeira Moura Santos. Museóloga, mestre e doutora em Educação. É professora aposentada da Universidade Federal da Bahia, e consultora nas áreas da Museologia, Educação e Gestão e Organização de Museus; e professora visitante da Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias – Lisboa/Portugal. Salvador/Brasil

 

Iconoclastia, vandalismo e direitos humanos: os sentidos dos monumentos na sociedade
Convida à reflexão sobre o que se encontra por trás dos atos de vandalismo e iconoclastia, especialmente em monumentos de personalidades escravagistas, colonizadoras e autoritaristas, e o que se quer esconder por trás de uma história dos vencedores.

Elis Regina Barbosa Ângelo. Graduada em Turismo, mestre, doutora e pós-doutora em História. Professora Associada do Bacharelado em Turismo da UFRRJ, da Licenciatura em Turismo no Consórcio CEDERJ/ EaD e do PPG em Patrimônio, Cultura e Sociedade, PPGPACs da UFRRJ. Rio de Janeiro/Brasil

Conceição Aparecida Barbosa. Graduada em Letras, Direito e Linguística, especialista em Tradução e doutora em Filologia. É Professora Adjunta do curso de Direito da Universidade Federal do Maranhão. São Luís/Brasil

 

Exposições acessibilizadas
Aborda os aspectos socioculturais da deficiência e os mecanismos que podem ser adotados na produção de conteúdos acessibilizados, de modo a incluir pessoas que se encontram alijadas da fruição dos bens culturais.

Doris Couto. Museóloga e mestre em Museologia e Patrimônio pela UFRGS, Pós-graduada em Políticas Culturais e residente IBERMUSEUS 2018 no Museu do Vinho de Alcobaça/Portugal. É diretora do Museu Julio de Castilhos em Porto Alegre. Porto Alegre/Brasil

 

Turismo accesible y seguridad en sitios patrimoniales (palestra em espanhol)
Trata da acessibilidade e segurança nos espaços turísticos considerados como pontos de interesse turístico.

Enrique Madia, Arquitecto, Miembro Comite Internacional de Críticos de Arquitectura (CICA), Fundador DOCOMOMO US/Florida, Miembro Honorario ICOMOS Mexico/Comité del SXX, Miembro Honorario ICOMOS Chile, ICOMOS Argentina, VP ISC20C ICOMOS Internacional, Asesor ICOMOS/UNESCO Patrimonio Mundial/SXX desde 2005.

 

DEBATE

ENCERRAMENTO

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